Toyota Corolla Fielder XEi 1.8
No final do ano passado, mais especificamente em novembro de 2006, a Renault apresentava a perua derivada do sedã Mégane, a Grand Tour. O modelo veio com a difícil tarefa de encarar o Toyota Fielder, statio wagon com os melhores números de vendas da categoria.
Com visual diferenciado, que parece que atraiu o público brasileiro, a Grand Tour aqueceu o mercado vendendo cerca de 2 753 unidades no acumulado do primeiro semestre, uma diferença inferior a 1 000 unidades em relação a perua da Toyota, que até então não tinha concorrentes.
Como diria o polêmico Galvão Bueno “chegar é uma coisa, ultrapassar é outra completamente diferente”. Ainda assim, não se pode dormir no ponto e a resposta da Toyota veio agora em maio, com o modelo 2008, equipado com o novo motor 1.8 Flex. Comparamos ambos os veículos para definir qual dessas peruas, entre as mais básicas com câmbio manual, é a melhor opção.
Mecânica
No motor, a Toyota, de cara, abre uma vantagem frente ao seu rival. Com 136 cv de potência e 17,5 kgfm de torque, o 1.8 l VVT-i tem mais “gás” para encarar o peso extra de uma perua que o motor 1.6 16V da Renault.
O motor 1.6 l Hi-flex, de 115 cv e 16 kgfm, de fato, não faz feio - aliás, se mostra muito bem em quase todos os tipos de situação, mas frente ao 1.8 l da Toyota, ele fica um pouco atrás, principalmente na cidade onde o câmbio curto do Corolla Fielder torna- a perua super dinâmica e ágil.
Por se tratar de peruas, onde o conforto é primordial, a vantagem na suspensão se inverte: enquanto a Renault apresenta uma suspensão calibrada, mais confortável e suave, a Fielder tem uma suspensão mais dura. O mesmo acontece com a direção. N ão que o Toyota tenha uma direção pesada, mas comparando a direção com assistência elétrica do Grand Tour, extremamente leve, a perua japonesa acaba perdendo mais um pontinho.
Dirigibilidade
No quesito dirigibilidade, podemos dividir os públicos dessas peruas em dois: aqueles que gostam de conforto e os que preferem um comportamento um pouco mais agressivo.
Enquanto o Corolla transmite uma direção mais agressiva e dinâmica, com a suspensão mais dura e câmbio com relação curtas, o Mégane apresenta uma sensação de leveza ao dirigir, principalmente por trabalhar menos “travado” pelo câmbio e ter suspensão e direção mais confortáveis.
O comportamento mais enérgico do Fielder, principalmente na cidade, faz com que o carro seja menos interessante na estrada, tendo que impor um regime mais alto de giros, vantagem para o Mégane que, mesmo com um motor menor, não parece gritar tanto quanto o modelo nipônico.






































