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Cientistas estão convictos da existência de ETs

Pesquisadores estão mais convictos do que nunca de que os extraterrestres existem –sejam eles micróbios sobrevivendo penosamente em um planeta gelado ou seres inteligentes em um mundo aquático azulado a 5.000 anos-luz da Terra.

“Com certeza devem existir outras estrelas como o nosso Sol, e outros planetas como a Terra”, afirmou Geoff Marcy, cientista planetário da Universidade da Califórnia em Berkeley, durante uma conferência sobre ciência planetária que ocorreu na semana passada em Aspen. “A vida primitiva, pelo menos, pode ser comum no universo”.

Os caçadores de planetas se congregaram em Aspen para comemorarem a descoberta dos quase 150 planetas “extra-solares” nos últimos dez anos, e também para discutirem novas maneiras de observar o céu.

O Estado do Colorado, na região central dos EUA, se tornou um centro para a pesquisa planetária. A Universidade do Colorado, por exemplo, é uma das principais universidades do país neste campo, e a Ball Aerospace, em Boulder, fabricou a maior parte dos instrumentos usados no Telescópio Espacial Hubble. O valor das pesquisas na área mostrou ser incalculável.

Vários dos planetas descobertos são “Júpiteres quentes” –planetas grandes e gasosos tão próximos às suas estrelas que neles a vida parece ser impossível.

Mas, nos últimos meses, os astrônomos aperfeiçoaram os seus instrumentos para detectarem mundos menores. Eles têm encontrado planetas que estão suficientemente distantes de suas estrelas para possibilitar a existência de água no estado líquido –algo que se acredita ser uma condição para a existência de seres vivos.

Os cientistas dizem que dentro de poucas décadas talvez sejam capazes de detectar os sinais químicos da vida na atmosfera de um planeta semelhante à Terra.

“Escritores de ficção científica previram isso décadas atrás, e agora os cientistas percebem que provavelmente trata-se de uma realidade”, disse Bruce Jakosky, cientista planetário da Universidade de Boulder.

“Estamos percebendo que a vida na Terra não parece ser algo de especial”, afirmou. Segundo Jakosky, a vida no nosso planeta surgiu tão logo isso se tornou possível, após os meteoritos terem deixado de bombardear furiosamente o jovem planeta.

A principal mensagem obtida após uma década de descobertas de planetas é que há sistemas planetários por toda a Via-Láctea, em pelo menos 3% das estrelas. Existem cerca de 200 bilhões de estrelas na nossa galáxia.

Os cientistas jamais puderam prever as descobertas que seriam feitas nos últimos dez anos. No início de 1995, duas equipes de cientistas anunciaram que havia falhas enormes nas pesquisas planetárias. Vários pesquisadores começaram a concluir que o nosso sistema solar estava sozinho na galáxia, disse Michel Mayor, do Observatório de Genebra.

Mas, a seguir, a sua equipe chegou à conclusão de que a discreta oscilação de uma estrela semelhante ao sol seria causada por um planeta gigante girando velozmente à sua volta.

O grupo de Marcy confirmou o fato: a atração gravitacional era causada por um planeta com metade da massa de Júpiter que orbitava a sua estrela a cada quatro dias.

Desde então, as técnicas utilizadas para detectar tais oscilações foram aperfeiçoadas. Os pesquisadores têm feito experiências por meio de outras técnicas telescópicas.

Mas o próximo grande salto em detecção planetária –a descoberta de outros planetas semelhantes à Terra– provavelmente não será dado até pelo menos 2007, dizem os cientistas, quando a Nasa planeja lançar o telescópio espacial Kepler.

“Atualmente, os engenheiros da Ball Aerospace estão construindo esse instrumento”, diz Harold Reitsema, diretor de programas avançados de ciência espacial da companhia.

A Nasa e a Agência Espacial Européia também começam a planejar outras missões a serem lançadas depois do Kepler; a Missão de Interferometria Espacial, o Descobridor de Planetas Terrestres e o interferômetro espacial de infravermelho Darwin.

Não se sabe o que acontecerá a seguir, embora uma coisa seja certa: não haverá tão cedo visitas tripuladas a esses planetas, já que eles estarão provavelmente a dezenas ou milhares de anos-luz da Terra.

Marcy fez uma série de cálculos que sugerem ser possível a existência de milhares de civilizações avançadas na Via-Láctea.

“Só existe um problema: Onde estão elas? Por que não as vimos?”, questiona Marcy.

Os cientistas não encontraram inscrições na Lua, espaçonaves acidentadas em Marte, ou mensagens à deriva no espaço. Marcy sugere que talvez as civilizações simplesmente não durem tempo suficiente para que se comunicarem umas com as outras. E quem sabe a evolução darwiniana, algo que geralmente se acredita ser uma conseqüência inevitável da vida, não produza necessariamente inteligência.

“Talvez existam outras maneiras de os organismos sobreviverem e se tornarem os mais aptos”, afirma Marcy.

Blogosfera, Tecnologia, Shopping | Comentario | 26.08.2007 12:52

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Big Mac completa 40 anos 500 milhões de unidades anuais

Você ja comeu o seu Big Mec Hoje ? Você levaria o seu filho ao McDonald’s ?

O Big Mac, o hambúrguer duplo da rede norte-americana de fast food McDonald’s, que está fazendo 40 anos, hoje é símbolo da cultura popular americana, apesar de ser também sinônimo da má alimentação.

Embora os irmãos McDonald’s tenham inaugurado a primeira lanchonete da rede nos anos 40, na Califórnia (EUA), o sanduíche duplo foi “inventado” por uma das primeiras franquias da marca em agosto de 1967.

“Há 40 anos nunca teria pensado que minha invenção faria parte da herança cultural americana”, afirmou Delligatti. Surpreso com a popularidade de sua invenção, inaugurou uma lanchonete-museu do Big Mac em North Huntingdon, perto de Pittsburgh, na Pensilvânia.

Eu ate gosto do McDonald’s , você levaria a sua sogra McDonald’s ? rizosss eu levaria a minha ainda mais agora que ela esta loira rizoss. sabe o que é bom ela não lê o meu blog rizoss


Saúde, Tecnologia, Shopping | Comentario | 25.08.2007 6:56

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“Má Educação” mostra a escola do escândalo

Pedro Almodóvar já lidou com sexo, comoção e sentidos lúdicos de rebelião social.

Mas o maior cineasta vivo da Espanha, que chegou à maturidade ao fim da ditadura fascista de Francisco Franco, nunca fez anteriormente um filme tão transgressor quanto “Má Educação”, e tampouco tão intricado, imaginativo e, ao final, estranhamente humanista.

Almodóvar observará também que “Má Educação” é o seu filme mais pessoal. Com cautelas, porém.

“Estive trabalhando nele, intermitentemente, por uma década”, diz o roteirista e diretor dos filmes premiados pela academia “Fale com Ela” e “Tudo Sobre Minha Mãe”. “Fiz quatro ou cinco filmes durante esse período. A maior parte dos elementos que me interessam estão no primeiro rascunho. Mas houve momentos nos quais eu não sabia se chegaria a fazer o filme, porque havia problemas demasiados no roteiro. A coisa mais importante que adquiri no decorrer desses dez anos foi o distanciamento do material”, diz Almodóvar, utilizando um intérprete. “Isso permitiu que eu tratasse a obra como se ela não fosse parte da minha vida, como se não pertencesse ao meu mundo, de forma que eu pudesse abordá-la integralmente como ficção”.

E que ficção ele conseguiu fazer. Na verdade, várias ficções.

No filme, ambientado em sua maior parte nos anos 80, o galã Gael Garcia Bernal (”Diários de Motocicleta”, “E Sua Mãe Também”) interpreta Ignacio, um jovem que faz uma visita surpresa ao amigo de infância, Enrique (Fele Martinez), um cineasta madrilense de sucesso. Ignácio e Enrique foram separados no internato católico por um padre ciumento, e Ignacio, agora ator e escritor, traz para Enrique um enredo vingativo e fantasioso para um filme que quer que o velho amigo dirija, e no qual deseja atuar como ator principal.

Mas, à medida que vemos a história se desenrolar nos escritos de Ignacio e nas filmagens de Enrique e a partir de várias outras perspectivas, descobrimos que Ignacio pode ser uma pessoa diferente daquela como se apresenta. Os motivos de Enrique para fazer o filme (e para fazer de Ignacio o seu amante) vão ficando também, da mesma maneira, nebulosos, e o odiado padre Manolo acaba demonstrando ser também um personagem de imensa complexidade.

A filmagem de “Má Educação” tem, obviamente, algo a ver com a recente onda de escândalos envolvendo abusos sexuais na Igreja Católica. O filme também leva a novos extremos desenfreados a mudança de gênero, o abuso de drogas, e o erotismo gay que são ingredientes básicos dos filmes de Almodóvar desde sucessos iniciais como “Labirinto da Paixão”, “Matador”, “A Lei do Desejo” e “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”.

O filme foi censurado para menores de 18 anos pela Motion Picture Association of America. Mas tanto Almodóvar quanto Garcia Bernal, que tem o seu próprio currículo de trabalhos provocativos (”Amores Perros”, “O Crime do Padre Amaro”), dizem que o seu objetivo principal não foi perturbar as pessoas com esses temas.

“Não quero jamais abrir mão dos meus pontos de vista, e não creio que filmes como esse façam com que isso aconteça”, diz Garcia Bernal, que fez 26 anos na terça-feira, em um inglês quase sem sotaque. “Tampouco quero magoar deliberadamente as pessoas, mas, ao mesmo tempo, se ficarmos nos preocupando em agradar a todos, não haverá motivação para fazermos qualquer coisa”.

“Realmente não gosto de filmes dotados de mensagens”, acrescenta Garcia Bernal. “Creio que isso expõe uma situação que é de fato real, mas que é na verdade bem menos intensa que a realidade. ‘O Crime do Padre Amaro’ foi algo semelhante. Ele simplesmente expõe uma situação na qual as pessoas utilizam a fé para abusarem de outras pessoas”.

Almodóvar encara a ótica do seu filme sobre abusos cometidos por padres de forma bastante natural e mais pessoal.

“Não procurei fazer do padre Manolo o pior personagem do filme”, diz o diretor. “Na verdade tentei explicá-lo mais tarde. Ele é uma combinação de dois padres que conheci. Atualmente eles provavelmente têm cerca de 80 anos. Não gostaria que vissem o filme nem de presenciar o sofrimento que este poderia causar a eles. Não quero que dois idosos sofram por minha causa. Não tenho nenhum desejo de vingança nem nada parecido com relação a dois velhos de passado sombrio”.

Mas temos que nos perguntar: até que ponto esse aspecto do filme é pessoal?

“Nunca passei por abusos do meu próprio corpo”, diz Almodóvar, referindo-se aos seus próprios tempos de estudante. “Mas havia sempre esse tipo de violência sexual no ar. E, na verdade, sei de quase 20 crianças da minha sala que sofreram abusos”.

O outro paralelo aparente com a própria experiência de Almodóvar ocorre, com certeza, com relação ao personagem do filme, Enrique. O que é e o que não é autobiográfico em relação a ele?

“Somos idênticos em um aspecto: ambos temos a mesma paixão por fazer filmes”, afirma Almodóvar. “E começamos a filmar na mesma época”. “Mas diferimos quanto ao fato de eu assumir riscos quando faço filmes, mas não vivencio esse perigo emocional como parte da minha vida. Nunca tive qualquer espécie de relacionamento físico com um ator ou atriz, ou com qualquer membro de equipes dos meus filmes. O fato de trabalharmos juntos acabou fazendo com que, para mim, eles perdessem o caráter erótico”.

Mas não há nada que tenha perdido o erotismo quanto a Ignacio, interpretado por Garcia Bernal, quer ele esteja ou não tomado pela sua persona drag-queen, Zahara. Essa é uma das várias personalidades adotadas pelo personagem, e a maior parte das pessoas, independentemente da sua orientação sexual, acharão que o ator representa uma mulher bastante atraente.

“Muito obrigado. Não precisam fazer rodeios!”, diz Garcia Bernal rindo ao ouvir elogios ao seu lado sedutor feminino. “Foi algo que exigiu quatro meses de preparação, com tentativas de descobrir as pequenas peculiaridades do personagem. Eu saía e conversava com muitos travestis, imitava mulheres que via na rua; passei também muito tempo treinando em frente ao espelho”.

Almodóvar diz que Garcia Bernal chegou a se surpreender com a beleza do travesti que interpretou. O cineasta também sentiu um pouco de desconforto por parte do ator em algumas das cenas mais tórridas de sexo.

“Gael disse que não era capaz de fazer tudo”, lembra Almodóvar. “Mas ele fez, e precisou ser corajoso, caso contrário, não teria o papel. Mas tenho certeza que foi mais difícil do que ele me disse, e isso é natural”.

Garcia Bernal nega.

“Não, nunca senti desconforto”, insiste o ator. “Cenas de sexo te deixam preocupado, sejam com um homem ou com uma mulher. Na verdade, as mais preocupantes são aquelas com mulheres, sabia? Elas fazem com que você se sinta muito nervoso”.

A parte realmente difícil foi interpretar um personagem cujas camadas múltiplas de disfarces e engodos transformavam até mesmo o comportamento trivial em um processo surpreendente. Mas isso também tornou o trabalho estimulante.

“A satisfação está no desafio provocado pela natureza imprevisível desse personagem”, afirma Garcia Bernal. “Trata-se ainda de uma transformação bastante única que ocorre em vários níveis. Geralmente, quando um ator interpreta vários personagens, isso se dá por algum motivo arbitrário, ou como uma experiência, ou alguma gozação. Neste caso, o personagem faz o que faz para conseguir o que quer. Ele sabe que é um objeto de desejo, e age de acordo com isso”.

Garcia Bernal acrescenta que acha Ignacio completamente amoral, mas, para desempenhar o papel, não se permitiu julgar o personagem. E algo como isso foi a chave que Almodóvar finalmente encontrou para contar “Má Educação”, a sua história incrivelmente complicada, após dez confusos anos de escrita, e muitos outros para aperfeiçoar o trabalho.

“No princípio, os personagens eram ou bons ou ruins”, diz Almodóvar, referindo-se aos primeiros esboços do roteiro. “Mas o tempo me proporcionou uma perspectiva suficiente para não fazer com que um personagem fosse melhor do que outro, sob o ponto de vista moral. Aquilo que mais despertou o meu interesse foi o lado humano dos personagens; explicar por que essas pessoas peculiares e corruptas agiam dessa forma, sem qualquer tipo de julgamento. Não estou as justificando, não, não, não”, esclarece Almodóvar. “Mas, se houvesse um personagem que eu não soubesse como entender, não poderia ter feito o filme”.

Shopping | Comentario | 22.08.2007 20:00

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Queda do dólar

As flutuações da moeda podem parecer assunto para negociantes internacionais e banqueiros centrais, mas a turbulência nas taxas de câmbio tem efeitos importantes sobre muitas empresas e consumidores.

O dólar americano caiu cerca de 30% desde seu pico no início de 2002 contra uma série de moedas mundiais importantes como o euro, o iene e a libra. O motivo é que a crescente dívida pública e o considerável déficit comercial dos Estados Unidos deixaram alguns investidores estrangeiros nervosos e menos inclinados a possuir dólares.

Enquanto as notas verdes tiveram algum progresso na semana passada em relação ao euro e ao iene, especialistas dizem que a previsão para os próximos meses é um declínio continuado. Veja como está a coisa:

Importadores de vinho francês estão pagando mais porque os preços subiram. As estações de esqui estão lucrando com o influxo de turistas estrangeiros. Corretores imobiliários estão nervosos porque o dólar fraco poderá causar um aumento das taxas de juros. As companhias de metais preciosos estão brilhando enquanto os investidores fazem estoque como proteção contra o dólar fraco.

Por estranho que possa parecer, esse enfraquecimento pode gerar lucros e prejuízos na mesma companhia.

Para a Shotcrete Technologies, fabricante de equipamentos para túneis e minas em Idaho Springs, Colorado, as peças importadas da Itália aumentaram 20%, disse sua vice-presidente, Mary Jane Loevlie. Mas a empresa espera um aumento ainda maior em encomendas de equipamentos, que os compradores estrangeiros acham mais acessíveis em seu ímpeto para procurar minérios, incluindo ouro.

Veja aqui alguns dos vencedores e perdedores.

OS VENCEDORES

Exportadores

Os exportadores, especialmente os pequenos fabricantes, lucraram com o dólar fraco porque seus produtos ficaram mais acessíveis no exterior. A Kisan Technologies, de Colorado Springs, Colorado, fabrica equipamento de segurança eletrônico para motocicletas e aumentou as exportações para a Europa em 200% no ano passado, enquanto o crescimento das empresas americanas foi de apenas 15%.

Mas seu principal executivo, Shrikant Gandhi, hesita em creditar isso somente ao declínio do dólar. “Tenho certeza de que está ajudando”, disse Gandhi. “Mas é muito difícil quantificar.”

O dólar fraco permitiu que uma empresa de suplementos dietéticos de Colorado Springs duplicasse suas vendas para um cliente da Holanda, oferecendo um preço inferior ao dos suplementos fabricados no país. “Estamos felizes com isso”, disse Amy Mitchell, vice-presidente de vendas da The Chemins Co.

Turismo e esqui

Com o enfraquecimento do dólar, mais viajantes internacionais procuram os Estados Unidos, e as estações de esqui estão colhendo as recompensas. Os visitantes britânicos aumentaram 13% nos primeiros oito meses de 2004 em relação ao mesmo período de 2003, segundo o Departamento do Comércio. Os visitantes da Europa ocidental aumentaram 17%.

Muitos estrangeiros estão encontrando pechinchas nas pistas de esqui. As estações deverão receber mais de 800 mil esquiadores internacionais nesta temporada, contra 740 mil no ano passado, segundo o grupo setorial Colorado Ski Country. “Estamos esperando um crescimento de dois dígitos este ano no turismo internacional”, disse Sue Baldwin, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Colorado Ski Country.

O dólar mais fraco também conteve o fluxo de esquiadores americanos para resorts canadenses. Menos de três anos atrás, um dólar canadense valia US$ 0,62. Nas taxas de câmbio atuais vale US$ 0,82.

Ouro

As companhias mineradoras de ouro estão tendo lucros reluzentes e podem agradecer à queda do dólar. Analistas de ouro dizem que o declínio das verdes foi o principal motivo do desempenho positivo do ouro nos últimos anos. Assim como o petróleo e outras commodities importantes, o ouro é apreçado em dólares. Quando o dólar cai, o valor da commodity aumenta.

O ouro atingiu recentemente seu pico de 16 anos, a US$ 459 por onça - um belo aumento de 81% desde seu piso na era moderna, de US$ 253 em 1999.

“A importância do dólar para o ouro é conhecida”, disse Martin Murenbeeld, economista chefe do Dundee Wealth Management Group, em Toronto, Canadá. “O dólar atua como um medidor. Se ele encolher, qualquer coisa que você estiver medindo em relação a ele - especialmente o ouro - tende a aumentar.”

O efeito do dólar fraco sobre os preços do ouro e os lucros corporativos foi bem ilustrado no relatório financeiro do terceiro trimestre da Newmont Mining. A maior produtora mundial de ouro, baseada em Denver, disse que as vendas trimestrais caíram 16% em comparação com o ano passado. Apesar da queda, o faturamento líquido da Newmont, de US$ 128,7 milhões, foi um recorde para o terceiro trimestre. A companhia vendeu ouro a um preço médio de US$ 404 a onça, mais que suficiente para superar o menor volume de vendas.

OS PERDEDORES

Importadores

Os importadores de vinhos estrangeiros não estão fazendo brindes ao dólar. Tampouco está um vendedor de cashmere ou um vendedor de esquis suíços feitos à mão em Denver.

Diana Maxwell, diretora da Maxwell Wine Co., uma atacadista de vinhos em Louisville, Colorado, disse que o custo da importação de vinhos da Itália, França e Espanha está aumentando. “Estamos tendo um aumento em todas as nossas compras mais recentes por causa do euro”, ela disse. “É de aproximadamente US$ 1 em média [por caixa].”

Com cerca de 30% de seu estoque vindo de importações, a Maxwell está de olho na taxa de câmbio, mas ainda lucra com a venda de vinhos estrangeiros. Maxwell disse que já conversou com alguns clientes sobre aumentar os preços e “eles não gostaram”.

Tobias Munk, dono da Munk Cashmere nas estações de esqui de Breckenridge e Vail, no Colorado, disse que espera colher os benefícios de um maior número de turistas europeus, mas está vendo os lucros encolherem, porque importa artigos da Itália.

“Nós compramos em euros e vendemos em dólares. Isso está afetando o custo dos produtos”, ele disse. “E não queremos aumentar os preços, então temos de agüentar margens cada vez menores.”

Dois anos atrás, a Stockli Skis, em Denver, distribuidora de esquis feitos à mão importados da Suíça, tinha preços a partir de US$ 599 o par. Mas o dólar depreciou significativamente contra o franco suíço, levando os preços iniciais a US$ 799 importantes.

Imóveis

O turbilhão no mercado global de câmbio poderia significar prestações de hipotecas maiores para os donos de casas em todo o país. “O temor básico é que se o dólar depreciar em um valor considerável, ao mesmo tempo que os Estados Unidos têm déficits público e comercial maciços, as taxas de juros subam, o que poderá ter um efeito negativo nos mercados imobiliários”, disse Ashok Bardhan, um pesquisador associado na Universidade da Califórnia em Berkeley. Os juros maiores poderão dificultar para as pessoas comprar, vender ou manter casas.

Gary Bauer, um consultor imobiliário autônomo em Denver, disse que para cada aumento de 1% na taxa hipotecária os potenciais compradores perdem cerca de US$ 20 mil em poder aquisitivo. Isso significa que alguém que está considerando uma casa de US$ 250 mil num ano poderia comprar uma casa de US$ 230 mil no ano seguinte com a mesma prestação mensal de hipoteca.

Os proprietários com hipotecas com taxas ajustáveis (ARM) poderão enfrentar um percurso especialmente difícil se o dólar continuar fraco. As ARM representam 35% de todos os empréstimos feitos e 50% do valor em dólares das hipotecas.

As taxas de hipotecas são determinadas em parte pelos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, que são basicamente empréstimos que os investidores fazem ao governo federal. Hoje estrangeiros detêm mais de 41% dos Tesouros públicos dos Estados Unidos. Com o enfraquecimento do dólar, muitos desses investidores poderão achar os ativos americanos menos atraentes.

Se os estrangeiros venderem seus ativos de maneira agressiva, o mercado poderia ficar sobrecarregado por uma oferta de Tesouros maior que a demanda. Isso provavelmente faria os preços caírem e aumentaria as taxas de juros para tornar os títulos mais atraentes para os investidores.

Ações e títulos americanos

Quanto mais o dólar cai, menos atraentes são as ações e títulos americanos para os investidores estrangeiros, que perdem quando convertem seus lucros em moedas mais fortes em seus países. “Se eu estivesse colocando dinheiro num país que tem déficits orçamentário e comercial, eu exigiria um retorno maior para compensar o risco”, disse Bryan Petersen, um corretor de moedas no Wells Fargo em Denver.

A teoria do dólar fraco poderia prejudicar os fundos mútuos, tornando os investimentos nos Estados Unidos menos atraentes para estrangeiros. Mas também torna as ações estrangeiras mais atraentes para os investidores americanos.

Os novos fluxos para fundos americanos que investem no exterior foram de aproximadamente US$ 49 bilhões em outubro, segundo a Lipper Inc., de Denver. Isso é mais que 2,5 vezes os US$ 18,2 bilhões que esses fundos captaram no ano passado.

Shopping | Comentario | 22.08.2007 19:57

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Aparelho eletrônico é o presente preferido no Natal dos EUA

Don Zerangue gastou pouco mais de meia hora e US$ 900 em suas compras natalinas neste mês, em uma loja Best Buy de Denver. Após uma olhada inicial pela loja e uma conversa com um vendedor, Zerangue foi embora com duas câmeras digitais, dois memory cards e duas garantias prolongadas.

“Está na lista (do meu filho), mas é uma surpresa para minha esposa”, disse ele. “Ela costuma usar a minha câmera digital, então vou dar uma para ela também.”

Esta tem sido uma cena comum nas lojas de todo o país. Uma pesquisa da Consumer Electronics Association informa que 76% dos norte-americanos estão dando presentes eletrônicos nestas festas. E pela primeira vez as câmeras digitais estão no topo da lista, superando os aparelhos de DVD, que lideraram a lista da associação por cinco anos consecutivos.

Isto pode estar ocorrendo porque o mercado está quase saturado de aparelhos de DVD -70% dos lares norte-americanos agora possuem um, enquanto apenas 39% possuem uma câmera digital.

“Também conta a conveniência e a flexibilidade, agora que os preços caíram bastante”, disse Jim Barry, porta-voz da associação. “Elas são simples. O mercado de massa gosta de simplicidade.”

Entre os consumidores que disseram que comprariam aparelhos eletrônicos nestas festas, 29% disseram que comprariam uma câmera digital, 28% disseram que comprariam periféricos de videogame e celulares como presentes, e 25% procurariam aparelhos de DVD.

“Quando você pergunta para as pessoas o que estão procurando, o que compraram, a resposta é aparelhos eletrônicos”, disse C. Britt Beemer, presidente e fundador do America’s Research Group. O empresa de pesquisa de consumo de Charleston, Carolina do Sul, entrevista mais de 8 mil pessoas sobre seus hábitos de compra a cada semana durante o período de festas.

“Em todo Natal parece haver uma categoria em particular que começa forte e permanece forte durante todo o período”, disse ele. “Neste ano, foram os produtos eletrônicos. No ano passado foram algumas categorias de brinquedos que permaneceram fortes.”

Quando a empresa de pesquisa entrevistou pessoas no início de novembro, os consumidores não estavam comprando nenhum item em particular para o Natal, disse Beemer. Mas redes de varejo como Circuit City e Best Buy ajudaram a criar a empolgação pelos aparelhos eletrônicos na sexta-feira após o Dia de Ação de Graças, com um desconto de US$ 17 para aparelhos de DVD em compras realizadas antes do amanhecer.

“Isso atraiu os consumidores até as lojas em busca de aparelhos eletrônicos”, disse ele. O desejo dos americanos por aparelhos eletrônicos nesta temporada está ajudando a economia. Segundo o Departamento de Comércio, as compras de eletrônicos ajudaram a elevar as vendas no varejo em 0,1% em novembro.

“Neste ano, estávamos esperando o envio de 17,6 milhões de câmeras para as lojas norte-americanas”, disse Steve Koenig, gerente sênior de análise do setor da Consumer Electronics Association. “É bem possível que ultrapassaremos este número, com tanto entusiasmo no quarto trimestre. Até outubro, nós já tínhamos enviado cerca de 13,1 milhões de câmeras.”

Ele disse que o varejo deverá ter câmeras suficientes em estoque para atender ao movimento do período de festas. Como as vendas cresceram durante todo o ano, lojas e fabricantes tiveram tempo para aumentar seus estoques.

Os preços baixos, a grande disponibilidade e a facilidade de uso contribuíram para o aumento das vendas de câmeras digitais. Uma pesquisa do NPD Group em Port Washington, Nova York, mostrou que os preços das câmeras digitais caíram 31% de setembro de 2003 até setembro passado. O preço médio de uma câmera de 3 megapixels era de US$ 207 neste outono, mas o NPD Group espera que os preços das câmeras mais comuns caíam para menos de US$ 200 durante as festas.

“Cada vez que eles abaixam o preço, o quociente de demanda aumenta”, disse Beemer. “Há muito prazer pessoal em dar para alguém uma câmera que poderá ser usada para guardar lembranças por toda uma vida.”

As lojas e fabricantes estão facilitando a compra de câmeras digitais, oferecendo pacotes que incluem impressoras de fotos, eliminando a necessidade de um computador pessoal para ver e imprimir as fotos.

Shopping | Comentario | 22.08.2007 19:57

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TVs lutam pela glória na cobertura do tsunami

Os executivos dos noticiários de televisão há muito encaram os desastres naturais como um rico pano de fundo contra o qual possam demonstrar as suas habilidades e talentos superiores, e como oportunidade para melhorarem os seus currículos.

Mas a legião de jornalistas televisivos - os bem conhecidos e os promissores - que foi despachada ao sul da Ásia nas últimas duas semanas para cobrir a tragédia causada pelo maremoto representa mais que uma resposta extraordinária a uma catástrofe incomensurável ocorrida do outro lado do mundo. O tsunami ocorreu também em um momento de importância crítica para a carreira de três âncoras famosos - Brian Williams, da NBC; Dan Rather, da CBS, e Anderson Cooper, da CNN -, que viajaram para a região a fim de gerenciar as horas de cobertura na semana passada.

O tsunami também ocorreu em um momento de transição e grande competitividade para as organizações de notícias desses âncoras, e cada um deles procurou capitalizar a história para conseguir uma vantagem estratégica e, ao mesmo tempo, ganhar novos telespectadores.

Embora nenhum deles tenha sido enviado imediatamente após o desastre - o mundo televisivo, assim como o mundo em geral, demorou a compreender a enormidade da perda de vidas -, as redes de televisão logo começaram a competir entre si para atrair atenção para as suas respectivas coberturas. Em comunicados à imprensa e ligações telefônicas a jornalistas que cobrem a indústria televisiva, executivos das redes de TV alardeavam qual âncora era o primeiro em determinado local, fosse o primeiro âncora de telejornal noturno na Ásia ou o primeiro a entrevistar o secretário de Estado Colin L. Powell para um programa matinal (Diane Sawyer, do programa da ABC “Good Morning America”).

Ao elaborarem as suas campanhas de relações públicas, por mais discretas que fossem, as redes tiveram em mente que qualquer que tenha sido a queda de audiência nos últimos anos, os telespectadores tendem a retornar em momentos de crise. E essa história, assim como os ataques do 11 de setembro ou a captura de Saddam Hussein, proporcionaram oportunidades raras para que se tentasse reconquistar tal interesse do público.

“As imagens horríveis nesta edição lembram a vocês que não existe nenhum regozijo da nossa parte por tal matéria ter sido possível”, disse Neal Shapiro, presidente da NBC News. “Mas, devido a todo o interesse que existe, essa história faz com que nos lembremos da nossa terrível responsabilidade de cobri-la. Não estaríamos cumprindo o nosso dever para com os telespectadores caso não cobríssemos todas as regiões necessárias”.

Para Williams, 45, que apresentou da Ásia o “NBC Nightly News” ao vivo durante quatro noites consecutivas - incluindo Banda Aceh, na Indonésia, onde o número de mortes foi o maior -, a tarefa representou uma chance dramática sair da grande sombra projetada pelo seu antecessor, Tom Brokaw. Brokaw, 64, deixou de ser o âncora do noticiário noturno em 1º de dezembro, menos de um mês antes do maremoto.

Para a CNN, que designou Jonathan Klein para o cargo de presidente da sua rede doméstica em 22 de novembro, o desastre na Ásia foi uma chance para tentar estabelecer um novo plano estratégico. Conforme ficou evidenciado pela cobertura da CNN durante a semana passada, esse plano inclui Cooper, 37, como o âncora principal e enfatiza as reportagens ricas em detrimento dos programas de debates políticos ocasionalmente acalorados que estavam se tornando uma marca registrada da rede, cujas índices de audiência têm sido inferiores ao da Fox News durante três anos seguidos.

E, quanto a Rather, 73, que na semana passada percorreu centenas de quilômetros em vários países afetados, por vezes em um helicóptero enviado de um porta-aviões, a tarefa veio em um momento profissional e pessoal especialmente difícil. Dentro de alguns dias a CBS deverá divulgar a conclusão de um comitê independente de investigação de um noticiário, dirigido por Rather antes da eleição presidencial, que levanta dúvidas quanto à atuação do presidente Bush na Guarda Nacional, usando documentos que a rede mais tarde determinou não terem fundamento. Ele mais tarde anunciou que em 9 de março deixaria de ser o âncora do programa “The CBS Evening News”, após 24 anos no cargo.

É natural que Rather, um jornalista extremamente competitivo, e que não quer que o caso da Guarda Nacional seja o seu epitáfio profissional, tenha pedido incessantemente aos seus chefes que o mandassem à Ásia.

Em uma entrevista dada no Sri Lanka, por telefone, na semana passada, Rather falou sobre aquilo que descreve como sendo as suas emoções contraditórias: repulsa e pesar devido à perda de dezenas de milhares de vidas, aliados à alegria por estar entre aqueles observadores que receberam a missão de transmitir tal informação para casa.

“É muito difícil, talvez impossível, para o mundo exterior entender os sentimentos contraditórios com o qual nos deparamos como jornalistas”, disse ele. “Eu digo a mim mesmo que estou falando de um número de mortes que é praticamente impossível de se imaginar. Ao mesmo tempo, me dou conta de que é uma grande história”.

“Não há outro lugar onde gostaria de estar”, acrescentou. “Eu literalmente rezo todos os dias agradecendo por estar fazendo este trabalho. É uma história como esta que faz a sua carreira”.

Os comentários de Rather foram ecoados por Williams, que ligou de um táxi que vinha do Aeroporto Internacional Kennedy menos de quatro horas antes do momento em que atuaria como âncora do programa “Nightly News”, na última sexta-feira. Eles haviam sido o apresentador do mesmo programa em Cingapura no dia anterior.

“É para isso que somos pagos”, afirmou. “E, infelizmente, a grandeza na nossa área, no jornalismo, freqüentemente é acompanhada de grande desgraça para os outros”.

O fato de William lembrar que o noticiário televisivo é realmente um negócio deixa bem claro que a aposta é especialmente alta para as divisões de notícia das redes televisivas, cada uma das quais gastou centenas de milhares de dólares, e, em alguns casos, vários milhões, para cobrir a destruição causada pelo maremoto.

É comum que as redes apresentem em termos militares as suas campanhas de cobertura da história.

A CNN, que experimentou um aumento substancial do índice de audiência nas últimas duas semanas, comparado ao mesmo período do ano passado, anunciou em um comunicado à imprensa: “CNN Demonstra Força Global com Cobertura do Tsunami”. A seguir, a empresa explicou detalhadamente como uma equipe de 80 jornalistas, operadores de câmeras, técnicos em comunicação por satélite e outros foi mobilizada na área.

Na última segunda-feira, a NBC estava tão ansiosa para divulgar a chegada de Williams que o descreveu na sua manchete como “o primeiro âncora de um noticiário noturno a viajar ao sudeste da Ásia para cobrir o tsunami”.

Na verdade, Rather, que chegou em Bancoc na noite da sexta-feira, ganhou de Williams por uma diferença de mais de um dia.

Não se sabe ao certo se os esforços das redes de televisão no sentido de mobilizar suas equipes na semana passada tiveram resultados em termos de aumento do índice de audiência.

Os índices relativos à semana passada só serão divulgados pela Nielsen Media Research na terça-feira. Na semana que se seguiu ao maremoto, os índices de audiência dos telejornais noturnos da NBC e CBS foram menores, em média, do que os da mesma semana no anterior; só a ABC ganhou pontos de audiência.

Na segunda semana após o desastre, Com Rather e Williams na Ásia, Peter Jennings, o antigo âncora do “World News Tonight”, da ABC, estava preso à sua mesa de trabalho em Nova York, impossibilitado de viajar devido a um problema respiratório. Para Jennings - e para a ABC, que investiu dezenas de milhares de dólares nas últimas semanas em uma campanha promocional cujo objetivo era, em parte, enfatizar a sua experiência como correspondente internacional - a situação era torturante.

“Não dá para dizer a vocês o quanto ele desejava ir para lá”, disse Paul Slavin, vice-presidente da ABC News.

Na ausência de Jennings, Slavin e outros executivos da ABC trabalharam agressivamente para ressaltar as contribuições de Sawyer em particular. Ela chegou à região no fim de semana do Ano Novo e passou a dormir de forma intermitente, já que foi co-apresentadora do “Good Morning America” e colaborou com reportagens para o programa de Jennings. Um dos segmentos mais pungentes foi aquele em que ela mostrou uma equipe a bordo do porta-aviões Abraham Lincoln, estacionado no Oceano Índico, fazendo uma quantidade extra de pães para os sobreviventes do maremoto.

A Fox News não enviou nenhum dos seus âncoras - a empresa manteve o seu principal apresentador, Shepard Smith, em Nova York -, por opção, e não devido às circunstâncias. Das três principais redes de televisão e das duas de TV a cabo, ela talvez seja a que apresente a operação mais enxuta, com uma equipe de cerca de 25 funcionários na Ásia.

“Creio que existe uma reação reflexa no sentido de se enviar os profissionais mais famosos para lá”, opina William Shine, vice-presidente de produção da Fox News. “Nós tentamos fazer as coisas de forma diferente por aqui”.

A Fox não pareceu ter sido especialmente prejudicada por essa decisão no que diz respeito aos índices de audiência. Durante o horário nobre, nas dez noites consecutivas até a última quarta-feira, a rede atraiu em média 1,5 milhão de telespectadores, um aumento de cerca de 17% com relação ao mesmo período no ano passado, segundo a Nielsen.

Mas a CNN, embora estando em um distante segundo lugar em relação à Fox, melhorou bastante, conseguindo uma média de 935 mil telespectadores por noite, um aumento de 64%, segundo a Nielsen.

Os executivos da CNN sugerem que entre os motivos para esse fato está a visibilidade crescente de Cooper, um ex-correspondente da ABC. Embora ele seja tipicamente o apresentador do programa de uma hora, em horário nobre, chamado “Anderson Cooper 360º”, Cooper foi também o âncora durante várias horas adicionais ao vivo todas as noites da semana passada no Sri Lanka.

Em uma entrevista por telefone a partir da região na semana passada, Cooper disse que passou a maior parte do tempo visitando vilas costeiras devastadas ao longo da costa ocidental do país, na companhia de uma equipe de filmagem, mas que também gravou, ele próprio, imagens digitais de vídeo. Em um desses segmentos, Cooper, por meio das suas próprias imagens e palavras, fala sobre um garoto de 13 anos que perdeu um irmão e uma irmã.

“Sozinho em uma praia, um garotinho triste atingido pela agia toca um tambor, e a dor no seu coração é demasiado profunda para ser expressa”, diz Cooper em sua narrativa.

Em uma entrevista, Williams, que é pai de uma menina de 16 anos e de um menino de 13, disse que o fato de testemunhar cenas intermináveis de crianças abandonadas às vezes tornou particularmente difícil para ele fazer o seu trabalho.

No caso de Rather, já no final de semana do Ano Novo, pareceu que o seu papel na CBS pode ter sido bem mais limitado do que o dos seus concorrentes. Ele viajou à Ásia como correspondente da edição de quarta-feira do programa “60 Minutes”, aquele onde foi divulgada a sua reportagem sobre a atuação do presidente na Guarda Nacional, com a missão de fazer uma matéria no Abraham Lincoln, mas sem contar com a promessa de que seria o âncora do seu noticiário.

Mas na segunda-feira da semana passada, quando a enormidade da tragédia começou a ser mais bem compreendida, e quando aumentaram as contribuições financeiras de todo o mundo, o papel de Rather cresceu. Ele acabou sendo o co-apresentador do “Evening News” (o outro apresentador foi John Roberts) a partir da região durante quatro noites, e recebeu ordens para retornar a Nova York no fim de semana.

Antes da partida, perguntaram a Rather em uma entrevista se ele havia refletido enquanto esteve na Ásia sobre os poucos dias em que se sentará na cadeira de âncora, após os quais se tornará correspondente do “60 Minutes”.

“Não estaria sendo sincero se dissesse que não pensei sobre a mudança em minha carreira desde que aqui cheguei”, afirmou. “Uma vez ou outra, quando me encontrava com um dos nossos operadores de câmera veteranos, ele me dizia discretamente algo como, ‘Espero que tudo corra bem’”.

“Isso é algo que certamente coloca as coisas em perspectiva”, acrescentou.

Telefonia VoIP, Shopping | Comentario | 22.08.2007 19:53

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Confira quem deve ser indicado para o Oscar

s indicações para a 77ª entrega dos Oscars serão anunciadas bem cedo, na manhã da próxima terça-feira (25/01) [em torno de 11h no Brasil]. E ninguém entende como exatamente os membros da Academia convertem os milhares de votos para filmes e atores, para chegar aos cinco nomes de cada categoria.

Se fôssemos explicar, você poderia ficar mais confuso. É melhor esperar por um DVD explicativo em edição especial. Mas, no final das contas, é um método perfeitamente democrático. Porque cada um de nós sabe que eles se enganam, e como se enganam. De qualquer forma, aqui seguem algumas previsões, e alguns comentários que darão margem a “eu-não-disses”.

Lembrem-se, nunca é cedo demais para começar a reclamar.

Melhor Filme

Está se construindo um consenso em torno de “Sideways, Entre Umas e Outras”, “Ray”, “O Aviador”, “Em Busca da Terra do Nunca” (Finding Neverland) e “Menina de Ouro” (Million-Dollar Baby). Parece haver muito menos espaço para o avanço de um azarão, mas aqui vai o nossa primeiro chororô do ano: poxa, “Hotel Rwanda” faz “Em Busca da Terra do Nunca” parecer uma tola bolhinha de sabão, e merece uma posição entre os cinco indicados.

Melhor Ator

Se os eleitores da Academia acertarem na próxima terça-feira, Don Cheadle (”Hotel Rwanda”) e Jamie Foxx (”Ray”) serão indicados. Assim como merece Liam Neeson, por sua caracterização às vezes angustiada, mas também divertida, do pesquisador sexual Alfred Kinsey. O resto do quinteto: Leonardo DiCaprio (”O Aviador”) e, se os eleitores puderem distinguir as árvores na floresta, deverão optar entre Paul Giamatti (”Sideways, Entre Umas e Outras”), Kevin Bacon (”The Woodsman”) ou Javier Bardem (”Mar Adentro”).

Melhor Atriz

Esse ano não há nenhuma monstra avassaladora como Charlize Theron no ano pasado. Em vez disso, o páreo está bem aberto para Imelda Staunton por “Vera Drake”, Annette Bening por “Being Julia” e Hillary Swank por “Menina de Ouro”.

Provavelmente completarão a cédula Catalina Sandino Moreno por “Maria Cheia de Graça” e Kate Winslet por “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”. Aqui esperamos que a maravilhosa interpretação de Imelda Staunton não se perca pelo fato de poucas pessoas terem visto o filme dela.

Melhor Atriz Coadjuvante

Essa é uma categoria rica e absolutamente imprevisível. Apostaremos em Virginia Madsen por “Sideways, Entre Umas e Outras”, Natalie Portman por “Closer”, Laura Linney por “Kinsey,” Cate Blanchett por “O Aviador” e Meryl Streep pelo filme “Sob o Domínio do Mal”. Madsen estava na frente, até Portman vencer o Globo de Ouro; agora será uma luta divertida, até o fim.

Melhor Ator Coadjuvante

“Não beba para depois ficar telefonando”. Obrigado Thomas Haden Church (”Sideways, Entre Umas e Outras”) por nos fornecer nosso novo mantra. Você não é palpite certo, mas está na frente. Embora Morgan Freeman, a voz e consciência de “Menina de Ouro”, possa afastar o seu trivial ator de televisão do caminho para a estatueta. Se ele não o fizer, o amante mais safado de “Closer”, Clive Owen, poderá dar umas cotoveladas de doer em Thomas. O restante do quinteto: Jamie Foxx (”Colateral”) e Rodrigo de la Serna (”Diários de Motocicleta”).

Melhor Diretor

Claro que os maluquetes Globos de Ouro deram uma bola fora, ao premiarem Clint Eastwood pela direção (de “Menina de Ouro”) e compensarem com o premio de melhor drama para Martin Scorsese. Será mais que justo se Scorsese faturar a estatueta dourada de direção por “O Aviador”. Não é porque seja o melhor filme do ano, mas porque é uma produção gloriosa, que mostra como Scorsese segue brilhante no manejo da bela máquina de sonhos que é o cinema.

O resto do quinteto: Zhang Yimou (”A Casa das Adagas Voadoras”), Alexander Payne (”Sideways, Entre Umas e Outras”) e Michael Mann (”Colateral”).

Shopping | Comentario | 22.08.2007 19:52

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Senadora democrata se destaca como líder da ala “radical”

Com apenas algumas semanas da nova sessão do Congresso, muitos começam a pensar em voz alta: “O que está acontecendo com Barbara Boxer?” Na primeira semana da sessão, Boxer liderou a interpelação do Senado sobre a autenticação da eleição presidencial em Ohio, citando irregularidades.

Afinal foi ela sozinha contra a autenticação, enquanto 74 de seus colegas — incluindo o senador Ted Kennedy de Massachusetts, a senadora Hillary Rodham Clinton de Nova York e outros 33 democratas — aprovaram a contagem de votos.

E na semana passada Boxer atacou Condoleezza Rice em sua audiência de confirmação como nova secretária de Estado do presidente Bush. Boxer só faltou chamar Rice de mentirosa por causa de suas declarações antes da guerra do Iraque, quando era assessora de Segurança Nacional do presidente.

Diversas vezes Rice pediu para Boxer baixar o tom. “Podemos ter essa discussão de qualquer maneira que você preferir”, disse Rice. “Mas realmente espero que você se abstenha de impugnar minha integridade.”

Mas Boxer não descansou, e ela e o senador John Kerry, o candidato democrata que disputou com Bush em novembro, deram os únicos votos contra o envio da nomeação de Rice para aprovação no plenário do Senado.

Boxer disse em entrevista na semana passada que não é a nova diva da demagogia. “Eu estava apenas fazendo meu trabalho, como sempre fiz.” Mas raramente ela ganhou tantas manchetes tão rapidamente em uma sessão do Congresso e em lutas com tantas probabilidades contra.

Muitos vêem aí uma política tarimbada, temporariamente livre das preocupações eleitorais, erguendo-se como uma voz de liderança dos democratas que acreditam que Bush deveria ser contestado em todos os passos de seu segundo mandato na presidência.

Boxer foi eleita em novembro com 57,8% dos votos, recebendo um milhão de votos a mais do que a democrata Dianne Feinstein obteve em sua reeleição em 2000 como senadora da Califórnia. O gabinete de Boxer disse que os 6,9 milhões de votos dados a ela são o máximo que qualquer senador de qualquer Estado já recebeu.

Feinstein era amplamente considerada a mais popular das duas democratas da Área da Baía de São Francisco, e uma trabalhadora incansável pela Califórnia, muito atenta aos detalhes. Mas num Estado que apoiou fortemente Kerry em novembro, agora Boxer está crescendo constantemente como a voz da oposição democrática inflexível, um papel singular que Feinstein, mais moderada e conciliadora, não pode preencher.

“Isso permite que Barbara Boxer crie um fórum para si mesma entre os liberais do Senado”, disse a cientista política Sherry Bebitch Jeffe, do Claremont College. “Será que ela está se posicionando para ser o que Ted Kennedy é hoje — a voz da ala liberal do Partido Democrata?”, perguntou Jeffe. “Ela tem muito tempo. Tem mais seis anos para desenvolver isso.”

Bruce Cain, diretor do Instituto de Estudos Governamentais na Universidade da Califórnia em Berkeley, disse que os democratas do Estado têm um tremendo apetite para o que Boxer pode oferecer no cenário nacional.

“Existem muitos democratas que pensam que Ohio foi uma fraude”, ele disse. “Não há evidências científicas até agora, mas eles apenas acreditam nisso em seus corações. Vimos que essas pessoas têm dinheiro e se organizam, e por isso você não pode simplesmente ignorar a ala progressista do partido.”

É um papel para o qual Boxer é adequada e que ela já exerceu várias vezes, disse Cain. Mas essa parte da personalidade de Boxer não esteve em evidência nos últimos anos por causa das exigências da política eleitoral.

“Depois de sua primeira eleição em 1992, houve muita especulação sobre se ela seria uma senadora de um único mandato”, disse Cain. Mas, ao se afastar das principais controvérsias, especialmente nos últimos dois anos, “Boxer não estava dando nada para os republicanos atacarem”.

De fato, desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington, Boxer foi uma voz forte pelo aperfeiçoamento da segurança nacional e da obtenção de informações. Ela foi uma das principais defensoras de se equipar os aviões civis para iludir mísseis disparados do ombro e votou a favor do Ato Patriótico. Sobre questões da Califórnia, ela trabalhou para aprovar um decreto estadual sobre áreas naturais, partes do qual tramitaram separadamente, e foi um dos líderes da legislação para captar verbas federais para restaurar as missões históricas da Califórnia.

Isso levou a uma fácil reeleição em novembro contra o republicano Bill Jones, e agora à liberdade, em um período crucial para os liberais desanimados, para ocupar o palco. Cain a vê exercendo um papel de destaque como a voz da ala liberal do partido durante algum tempo, “certamente enquanto durar a guerra no Iraque”.

Alguns republicanos vêem perigo nisso para os democratas da Califórnia. O consultor republicano Allan Hoffenblum disse que a proeminência crescente de Boxer poderá aumentar a impressão, que na opinião dele já está quase fervendo na capital, Sacramento, de que todos os democratas são obstrucionistas, “dizendo não para tudo”. “Isso poderá ter um impacto em Sacramento, fazendo parecer que é o Partido Democrata inteiro”, ele disse.

Mas Barbara Sinclair, uma cientista política da Universidade da Califórnia em Los Angeles, disse que enquanto o Partido Democrata dominar as eleições na Califórnia, Boxer será adequada para servir como contraponto político para uma enorme fatia deles.

“Existe a sensação entre muitos democratas de que é muito importante não facilitar o governo para Bush, de modo algum”, ela disse. “Dianne Feinstein é mais inclinada a não balançar o barco e a se expor menos nessas questões altamente partidárias. Esse é um papel mais confiante, de porta-voz.”

Na entrevista, Boxer disse que não vê seu papel nesses termos. Ela não acredita que sua margem de eleição em novembro mude alguma coisa, exceto para lhe dar mais um mandato no Senado que, aliás, só terminará dois anos depois que Bush deixar o cargo.

“Não acredito em mandatos”, ela disse. “Mas acredito em manter as promessas feitas à população”, ela disse. “Eu disse a eles na noite da eleição — e não sabia como isso era profético — que se eu tivesse de me erguer sozinha, o faria. Não tenho medo.”

Shopping | Comentario | 22.08.2007 19:51

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